DESTAQUE

Você sabia? Palmeiras estreou Segunda Academia em 1972

Você sabia? Palmeiras estreou Segunda Academia em 1972
Todo clube que se preze precisa de uma escalação inesquecível, daquelas que o torcedor pode recitar, orgulhosamente, do goleiro ao ponta esquerda. O torcedor do Palmeiras ganhou a sua na impecável temporada de 1972, marcada pelo nascimento da Segunda Academia. Em preparação para o Campeonato Paulista, o Palmeiras viajou para disputar o Torneio de Verão…

Todo clube que se preze precisa de uma escalação inesquecível, daquelas que o torcedor pode recitar, orgulhosamente, do goleiro ao ponta esquerda. O torcedor do Palmeiras ganhou a sua na impecável temporada de 1972, marcada pelo nascimento da Segunda Academia.

Em preparação para o Campeonato Paulista, o Palmeiras viajou para disputar o Torneio de Verão nas localidades de Montevidéu-URU e Mar del Plata-ARG. Durante a vitória por 2 a 0 sobre o Peñarol, no dia 3 de fevereiro de 1972, o zagueiro Polaco sentiu lesão e acabou substituído por Alfredo Mostarda no Estádio Centenário.

Há exatos 45 anos, os 11 integrantes da Segunda Academia estiveram juntos no gramado pela primeira vez, já que o time dirigido por Oswaldo Brandão terminou com Leão; Eurico, Luís Pereira, Polaco (Alfredo) e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, César e Nei.

O jornalista Carboni Filho foi o enviado especial do jornal A Gazeta Esportiva para o Torneio de Verão. Coincidentemente, os artistas brasileiros Francisco Egídio, Wilson Miranda, Antônio Marcos e a esposa Vanusa, no Uruguai para um festival, estavam hospedados no mesmo hotel da delegação palmeirense e viram o jogo contra o Peñarol.

“A perda de gols por parte do ataque do Palmeiras não deu ao placar do Estádio Centenário a dimensão exata da supremacia dos comandados de Oswaldo Brandão na estreia do Torneio de Verão”, relatou o enviado especial do diário. “De qualquer forma, o Palmeiras venceu e convenceu”, opinou.

César Maluco e Leivinha marcaram contra o Peñarol em 1972

O jogo seguinte seria contra o Boca Juniors, em Mar del Plata. Polaco, com uma lesão grave, precisou retornar ao Brasil para realizar tratamento. Leivinha, Eurico e Luís Pereira sofreram pancadas diante do Peñarol, mas fizeram tratamento com toalhas quentes e puderam participar do confronto com os argentinos.

No dia 5 de fevereiro de 1972, foram titulares de forma inédita Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, César e Nei. Durante a partida contra o Boca Juniors, encerrada com placar de 1 a 1, Madurga substituiu Ademir da Guia e Pio entrou no lugar de Nei.

A Gazeta Esportiva classificou o encontro como “uma grande partida de futebol” e atribuiu nota máxima ao zagueiro Luís Pereira, elogiado também pela imprensa argentina. “O melhor homem em todos os sentidos. Marcou e cobriu com uma precisão tremenda, além de ajudar bastante no ataque”, descreveu o jornal.

Na edição de 8 de fevereiro do diário, Ademir da Guia deu suas impressões sobre a equipe, ainda em formação. “O Brandão impôs coisas diferentes das que existiam. Cada técnico tem seu sistema. O time está em um período de reajuste e acho que vai se armar muito bem”, previu o camisa 10, divinamente correto.

Gazeta Esportiva
Gazeta Esportiva

Fonte