LIBERTADORES

Tostão | Liverpool mostra: paixão ainda existe no futebol

Tostão | Liverpool mostra: paixão ainda existe no futebol
O Corinthians estreia na Libertadores fora de casa, contra o Guaraní, do Paraguai.  Com Tiago Nunes, o time é diferente do dos anos anteriores. Pressiona em todo o campo quem está com a bola, para recuperá-la e, rapidamente, chegar ao gol. É a estratégia do Liverpool. O colombiano Cantillo deu mais talento e mobilidade ao…

O Corinthians estreia na Libertadores fora de casa, contra o Guaraní, do Paraguai. 

Com Tiago Nunes, o time é diferente do dos anos anteriores. Pressiona em todo o campo quem está com a bola, para recuperá-la e, rapidamente, chegar ao gol. É a estratégia do Liverpool.

O colombiano Cantillo deu mais talento e mobilidade ao meio-campo. Fora de casa, qual será o comportamento da equipe? No Estadual, ainda não ganhou fora de Itaquera. Empatou com o Mirassol e perdeu para a Ponte Preta.

Ainda é cedo para se analisar corretamente o Corinthians e todas as grandes equipes brasileiras. 


Os estaduais servem apenas de preparação e experimentação. Chegaram e saíram vários jogadores. Mas, como somos apressados, queremos descobrir os detalhes e antecipar os fatos.

Luxemburgo disse umas mil vezes, após a derrota para o Bragantino, que faltou atitude ao Palmeiras. É uma atitude frequente entre alguns treinadores, para encobrir os erros técnicos e táticos.

Pressinto, sem ter nenhuma certeza, já que ainda estamos no início da temporada, que o Palmeiras perdeu qualidade no meio-campo, com as ausências de Bruno Henrique e de Felipe Melo, que passou a jogar de zagueiro, sem melhorar a defesa.

Uma opção diferente da do ano passado seria Felipe Melo jogar de volante centralizado, para proteger os zagueiros e iniciar as jogadas ofensivas, já que tem bom passe, além de ter um meio-campista de cada lado, para defender e avançar como meias.

O São Paulo jogou bem no ataque, contra o time misto do Novorizontino, e foi bastante prejudicado pela arbitragem, por causa de dois gols anulados e de dois pênaltis não marcados. O sistema defensivo, porém, foi péssimo no posicionamento para receber os contra-ataques. Assim, saiu um gol, e o Novorizontino teve chances de fazer vários outros. O meio-campo do São Paulo avançava, e os zagueiros não acompanhavam. Isso acontece, com frequência, com quase todos os times brasileiros.

Se a expectativa não fosse muito maior do que a realidade, Pato seria mais valo- rizado, aceito, porque é um bom jogador, longe de ser um craque.

O Cruzeiro, com os jovens da base, reforçado por Fábio, Edílson e Léo, é o líder do Campeonato Mineiro, com três vitórias seguidas, a última por 4 a 2 sobre o Tupynambás, depois de perder o primeiro tempo por 2 a 0. O time jogou bem e com muita garra. Os garotos querem aproveitar a chance e reerguer o Cruzeiro. Parecem ter grande vínculo afetivo com o clube.

Escuto com frequência que, no passado, os jogadores tinham amor à camisa e que, hoje, só pensam em dinheiro. Não é assim. Havia, como agora, atletas vibrantes, dedicados, e também os relapsos.

Para ser um ótimo profissional, em todas as áreas, incluindo o futebol, não basta cumprir as obrigações e exigir os direitos. Os mais vitoriosos são os que unem talento e fortes vínculos afetivos, com os companheiros, com o clube e com as empresas para quem trabalham. Profissionais insatisfeitos, que já pensam no próximo clube, geralmente fracassam.

Além das qualidades individuais e de uma estratégia coletiva revolucionária, outra razão importante do enorme sucesso do Liverpool é jogar todas as partidas como se fossem a última, a do título. Isso acontece pelos fortes laços afetivos entre os jogadores, os torcedores, o clube e o eficiente e apaixonado técnico Klopp, que nunca perde a razão.

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