FEMININA

Passou da hora do Flamengo assumir a responsabilidade por seu time feminino

Passou da hora do Flamengo assumir a responsabilidade por seu time feminino
A coluna de futebol feminino foi uma das metas no nosso projeto do Apoia.se. Graças a quem se tornou nosso apoiador, contribuindo mensalmente a partir de R$ 5, conseguimos sobreviver e, pouco a pouco, atingir mais metas. A cada novo apoio, nos tornamos um pouco mais fortes para seguir adiante. Venha com a gente, faça parte! Apoia.se/trivela…

A coluna de futebol feminino foi uma das metas no nosso projeto do Apoia.se. Graças a quem se tornou nosso apoiador, contribuindo mensalmente a partir de R$ 5, conseguimos sobreviver e, pouco a pouco, atingir mais metas. A cada novo apoio, nos tornamos um pouco mais fortes para seguir adiante. Venha com a gente, faça parte! Apoia.se/trivela

A CBF divulgou, na última semana, o Ranking Nacional de Clubes do futebol feminino em 2020. Campeã brasileira no ano passado, a Ferroviária subiu três posições em relação à lista anterior e lidera a atual. Na sequência, em segundo lugar, aparece o Flamengo, que foi pentacampeão do Campeonato Carioca em 2019, mas, em âmbito nacional, esteve aquém em relação a temporadas anteriores. Dos quatro primeiros colocados (o Corinthians figura em terceiro e o Santos, em quarto), a boa colocação das rubro-negras é a mais questionável se pensarmos exclusivamente no presente.

O ranking da CBF, porém, não leva em consideração apenas o momento dos clubes, e sim a participação das equipes em competições realizadas pela entidade (descanse em paz, Copa do Brasil) nos últimos cinco anos. E, bom, o Flamengo era, até pouco tempo atrás, o time a ser batido, que levou o Brasileirão em 2016 e chegou às semifinais em 2018 e 2019. Hoje, é difícil pensar que as cariocas são postulantes ao título. Pior que isso, é complicado pensar que elas sequer irão assustar os adversários na Série A1.

Em sua estreia no Brasileiro feminino deste ano, o time da Gávea foi goleado pelas Sereias da Vila por 4 a 0, em Santos. Dois dos quatro gols alvinegros foram marcados por Laryh, fazendo valer a “lei da ex”, já que atuou com a camisa vermelha e preta nas últimas cinco temporadas. O placar ainda saiu barato para as flamenguistas, que contaram com difíceis defesas da experiente goleira Kaká. Talvez seja imediatista dizer que um time que sofreu um desmanche, foi renovado e está em fase de adaptação pode falhar na busca por taças no ano, mas o cenário que cerca o Rubro-Negro não traz otimismo. Isso porque, mais do que nunca, o Flamengo precisa de apoio do… próprio Flamengo.

(Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

Estamos presenciando a ascensão contínua do fenômeno consolidado que é o Corinthians de Arthur Elias. A reestruturação do Santos, que passou longe de troféus na temporada passada e quer reverter a condição de coadjuvante. A manutenção de elenco e de proposta da Ferroviária, na tentativa de seguir entre os melhores. O investimento do Palmeiras, que fez contratações ambiciosas para 2020. O São Paulo tentando reconquistar seu espaço na modalidade. A fé nos projetos promissores do Grêmio e do Internacional, além do Iranduba, do São José e do Avaí Kindermann buscando melhores resultados.

Já o que se vê no Flamengo é o clube ainda apostando em uma parceria ultrapassada com a Marinha do Brasil, colaboração deu muito certo lá atrás, mas vem enfraquecendo de uns tempos para cá. O governo federal cortou 94% da verba de infraestrutura e viagens destinada ao esporte militar para este ano. O investimento, que era de R$ 10 milhões, será, agora, de R$ 600 mil, segundo informações da Folha de S.Paulo. Essa limitação de recursos esportivos às Forças Armadas pode afetar a relação da instituição com o Flamengo.

Ao todo, oito jogadoras deixaram o clube carioca do ano passado para este, incluindo Dany Helena, que foi eleita a melhor atacante do Brasileirão de 2018. Peças importantes e atletas de longa data saíram. Com o time desmantelado, o Flamengo foi para cima e fez sete reposições. Seis delas por si próprio. Além disso, promoveu rubro-negras da base, da equipe sub-18. Só uma contratação, contudo, foi feita por meio do edital da Marinha, que foi a da meio-campista Jayanne.

Já passou da hora do Flamengo começar a caminhar com as próprias pernas no futebol feminino. Um clube que é visto como referência de gestão atualmente e é a maior potência do futebol brasileiro hoje não pode mais terceirizar ou dividir a responsabilidade pelo seu time de mulheres. Para se ter uma ideia, no ano passado, foi investido 0,13% de seu orçamento anual na modalidade, em uma temporada que Flamengo faturou quase um bilhão de reais. Colocando em uma balança, todo o investimento na equipe feminina no ano não pagava os vencimentos de Gabigol no mês. Aumentar essa porcentagem ao futebol feminino é necessário e nem de longe prejudicará as finanças e nem fará falta ao clube.

O Flamengo e a Marinha precisam apartar seus caminhos ou, ao menos, rever essa parceria. Porque não dá, também, para as rubro-negras se garantirem na Libertadores (ainda que por meio de uma vaga herdada) e terem que abrir mão da participação porque vão representar o Brasil em Jogos Mundiais Militares, sem o clube poder decidir se libera ou não as jogadoras para o torneio poliesportivo. Que a forma como o Corinthians agiu após o rompimento do vínculo com o Audax, por exemplo, possa servir como exemplo.

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Veja todos os resultados da rodada inaugural do Campeonato Brasileiro Feminino de 2020:

Avaí Kindermann 7×0 Vitória


Grêmio 2×1 Minas Icesp


Ferroviária 4×0 Audax


Santos 4×0 Flamengo


Palmeiras 1×3 Corinthians


Ponte Preta 0x5 Iranduba


Internacional 2×0 São José


Cruzeiro x São Paulo (jogam nesta segunda)

(Divulgação/Liverpool FC)

Tempestade Ciara adia Merseyside Derby histórico e resto da rodada do Inglês

Não foi só o jogo entre Manchester City e West Ham, pela Premier League, no Estádio Etihad, que foi adiado. O válido pela FA WSL, também. Aliás, toda a rodada da competição teve que ser alterada, incluindo um Merseyside Derby histórico que aconteceria neste domingo, em Goodison Park. O motivo da mudança nas datas dos duelos? Os fortes ventos anunciando a chegada da tempestade Ciara, fenômeno que já está abalando a mobilidade no oeste da Europa e atrasando o calendário do futebol e outros esportes no Reino Unido, na Alemanha, na Holanda e na Bélgica.

Entre os jogos do Campeonato Inglês feminino desta rodada, também estava programado um clássico londrino entre Arsenal e Tottenham e um confronto entre Chelsea e Manchester United. Por questões de segurança, não é uma boa ideia remarcar os encontros enquanto a tempestade dá seus sinais e de fato não chega.

Lyon e Paris Saint-Germain travam briga boa na França 

Três pontos separam o líder Lyon do vice Paris Saint-Germain na D1 Arkema desta temporada, o que desperta o questionamento: será que o PSG, enfim, tira o título das Lyonnaises, depois de anos tentando alcançar as rivais, que são campeãs francesas há 13 anos consecutivos? A distância poderia ser ainda menor, não fossem os tropeços do Paris sobre o Montpellier, Guingamp e a própria derrota para o Lyon no primeiro turno.

Na 15ª rodada do campeonato, o Lyon massacrou o Olympique de Marseille por impiedosos 8 a 0, enquanto as parisienses também venceram, mas por um placar mais modesto: 3 a 0 sobre o Soyaux-Charente. Bordeaux e Montpellier, que correm por fora, também venceram no fim de semana.

O clima vai esquentar em 14 de março, dia para o qual está programada a partida entre Lyon e PSG, em Paris. Vale lembrar que as atuais campeãs francesas são as únicas invictas na Division 1.

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