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Palmeiras rejeita Deyverson. Grêmio, Inter e Atlético analisam

Palmeiras rejeita Deyverson. Grêmio, Inter e Atlético analisam
São Paulo, Brasil Talvez Luiz Felipe Scolari não saiba. Ou finja não saber. Sua insistência com Deyverson colaborou com sua saída. A diretoria palmeirense, e mesmo companheiros de time, não aceitavam a maneira diferenciada com que Felipão tratava o problemático atacante. O 'adotou', como um neto desgarrado.  Felipão fracassou na Libertadores de 2019 e no…

São Paulo, Brasil

Talvez Luiz Felipe Scolari não saiba.

Ou finja não saber.

Sua insistência com Deyverson colaborou com sua saída.

A diretoria palmeirense, e mesmo companheiros de time, não aceitavam a maneira diferenciada com que Felipão tratava o problemático atacante.

O ‘adotou’, como um neto desgarrado. 

Felipão fracassou na Libertadores de 2019 e no dia 2 de setembro do ano passado foi sumariamente demitido do Palmeiras. Acabava naquele dia a superproteção a Deyverson.

Sua contratação é tratada no Palmeiras como um grande erro de Alexandre Mattos e do então treinador Cuca. O executivo precisava reagir, já que havia perdido Diego Souza, que estava pronto para retornar, mas queria receber R$ 500 mil mensais.

A saída foi apelar para o plano B. Cuca havia recomendado Deyverson, com participações medianas no Levante e no Alavés. A imprensa espanhola qualificava o jogador como instável.

Foram nada menos do que 5 milhões de euros, atuais R$ 29 milhões. 

E contrato de cinco anos.

Como chegou em julho de 2017, o contrato acaba só em julho de 2022.

Seus salários revoltam conselheiros: R$ 380 mil mensais.

O futebol foi fraco, com direito a pouquíssimos repentes. 

A maioria dos 24 gols que marcou foi em times fracos.

Mas foram suas ridículas simulações.

Seis expulsões e 15 cartões amarelos que marcaram.

No período que ficou no Palmeiras foi o atleta mais expulso, apesar de ser atacante.

Mais do que Felipe Melo, especialista em divididas violentas.

Cusparada, cotovelada, chute na barriga, entradas desleais.

Quando resolveu cuspir no rosto de Richard, do Corinthians, ultrapassou todos os limites.

A atitude jamais foi esquecida pelo presidente Mauricio Galiotte.

O presidente sempre se arrependeu quando, em fevereiro de 2019, o Shenzen, clube chinês, queria levar o jogador. Pagaria 6 milhões de euros, atuais R$ 35 milhões. E o atacante receberia R$ 1 milhão a cada 30 dias, em um contrato de quatro anos.

Deyverson não quis ir, acreditava que venceria a Libertadores. Felipão foi entusiasta da permanência.

Galiotte não se conforma em ter sido convencido a ficar com o jogador, que continuou a jogar mal e ser expulso.

O pior é que depois de cada expulsão, o roteiro era o mesmo nos vestiários. Choro, pedido de desculpas ao grupo, abraço ‘de avô’ de Felipão.

Ao ser contratado, Vanderlei Luxemburgo foi notificado que Deyverson iria embora. E não colocou qualquer obstáculo. Pelo contrário. Sabia que seus problemas não compensavam a permanência.

O jogador foi para o Getafe, em janeiro. O clube espanhol teria a obrigação de comprá-lo se marcasse nove gols. E atuasse em 50% das partidas. Até junho.

Só marcou um gol. E entrou em campo sete vezes. 

Virou reserva do reserva.

E o Getafe já havia avisado há dez dias ao Palmeiras: não ficaria com o atacante.

O empréstimo termina dia 30 de junho.

A rejeição a Deyverson só aumentou desde que ele saiu.

Galiotte não o quer. 

Luxemburgo também acredita que não acrescentará ao elenco.

Poderá trazer desequílibrio emocional, algo que o técnico tanto preza.

As portas estão fechadas para o retorno.

Até porque o clube sonha com a contratação de Hulk ao final de 2021, quando acabar seu contrato com o Shangai.

O empresário português do atacante, Filipe Dias, busca outro clube para o jogador. De preferência na Europa.

Mas, discretamente, o atacante está sendo analisado por equipes brasileiras.

Vários agentes que circulam nos clubes deste país já sabem da disponibilidade.

E estudam ofertar o jogador por aqui.

Grêmio, Atlético Mineiro e, Internacional, concretizada a venda de Gustagol, são possibilidades. Mais remoto é o Vasco, clube que o atacante de 29 anos diz sonhar jogar.

O certo é que no Palmeiras, sem Felipão, Deyverson não tem defensor.

A cúpula do clube não aceita sua volta.

Seus mais dois anos de contrato são encarados como um grave problema.

Como seu alto salário.

O sonho é vendê-lo.

Mas outro empréstimo não está descartado…

Deyverson não ficará no Getafe, mas ele quer seguir vida boa na Europa

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