LIBERTADORES

Palmeiras em ‘versão econômica’ testa novo modelo de planejamento para a Libertadores

Palmeiras em ‘versão econômica’ testa novo modelo de planejamento para a Libertadores
Menos reforços com investimentos mais certeiros. O Palmeiras pregou este lema durante a última janela de contratações e vai colocar em prática o discurso a partir desta quarta-feira, quando estreia na fase de grupos da Copa Libertadores diante do Tigre, na Argentina. Na quinta participação consecutiva do time no torneio sul-americano, o clube traz entre…

Menos reforços com investimentos mais certeiros. O Palmeiras pregou este lema durante a última janela de contratações e vai colocar em prática o discurso a partir desta quarta-feira, quando estreia na fase de grupos da Copa Libertadores diante do Tigre, na Argentina. Na quinta participação consecutiva do time no torneio sul-americano, o clube traz entre os inscritos para a disputa a menor quantidade de novos jogadores dos últimos anos, dois apenas.

Para 2020, a relação dos 30 relacionados apresenta apenas dois jogadores contratados nesta temporada: o lateral-esquerdo Viña e o atacante Rony, recém-chegado à Academia. Nos anos anteriores, o Palmeiras incluiu em lista da Libertadores um número bem maior de novidades contratadas para reforçar o elenco. A equipe chegou a contar na edição anterior com seis caras novas para a competição. O recorde ocorreu em 2017, com nove reforços. Alexandre Mattos, o diretor de futebol demitido, era quem fazia as contratações com aval do presidente.

A diferença na quantidade de reforços incritos na fase de grupos da Libertadores deste ano não se traduz em uma queda tão significativa em termos de investimentos. O Palmeiras desembolsou até agora R$ 44,5 milhões em reforços, ante R$ 61,4 milhões no início de 2019. A diferença é de 28%. Nos outros dois anos anteriores, 2017 e 2018, a diretoria investiu mais de R$ 50 milhões para reforçar o elenco. Mesmo assim, em 2019, o Palmeiras não ergueu nenhuma taça.

A postura mais comedida nas contratações foi uma decisão tomada pela cúpula palmeirense ainda no fim do ano passado. O presidente Mauricio Galiotte e o novo diretor de futebol, Anderson Barros, afirmaram que era necessário deixar de lado a estratégia de comprar pacotes de jogadores para contratar somente reforços que seriam utilizados em posições carentes do elenco. Até semana passada, apenas Viña havia chegado.

“Com o elenco que temos e a chegada dessas peças pontuais, poderemos competir de igual para igual com os rivais, como fizemos nos últimos anos. O Palmeiras sempre foi uma referência e continuará sendo. Esse é o nosso caminho”, afirmou Barros. O principal contraponto dessa nova postura do Palmeiras está com a janela no ano passado, quando o clube investiu em jogadores que nunca foram titulares, casos de Carlos Eduardo, Felipe Pires, Arthur Cabral e Matheus Fernandes – todos eles não estão mais no clube.

Outra grande mudança para a disputa da Libertadores 2020 foi a inclusão de jovens revelados nas categorias de base. Dos 30 inscritos, sete são garotos formados no próprio Palmeiras, casos de Gabriel Veron, Patrick de Paula e Gabriel Menino. Nos anteriores anteriores, o espaço dado às bases era menor. “Falamos no início do ano que o Palmeiras iria usar a base e está usando. Falamos que alguns jogadores iriam sair e saíram e que faríamos algumas contratações pontuais apenas, e estamos fazendo”, afirmou o presidente Maurício Galiotte.

Estadão

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