GALIOTTE

O vírus e o caos…

O vírus e o caos…
Por: Gilmar Ferreira em 22/03/20 14:32 Que a vida será outra ao final da pandemia que já matou mais dez mil pessoas pelo mundo, não há mais dúvidas. Nos resta saber, agora, o tamanho do impacto na economia global para que tenhamos ideia da dimensão real dos estragos no cotidiano brasileiro. E isso só será…

Por: Gilmar Ferreira em

Que a vida será outra ao final da pandemia que já matou mais dez mil pessoas pelo mundo, não há mais dúvidas.

Nos resta saber, agora, o tamanho do impacto na economia global para que tenhamos ideia da dimensão real dos estragos no cotidiano brasileiro.

E isso só será possível depois de vencida a batalha contra o Covit-19, luta que pode levar mais três meses, segundo previsões otimistas do Ministério da Saúde.

Inseridos neste contexto, os clubes de futebol tentam disfarçar o “medo do colapso”, citado por mim na coluna da última quarta-feira.

Mas ele é real e começa a se fazer presente com a quebra de contratos de patrocínio.

Neste sábado (21), um anunciante que estampa sua marca nos uniformes dos quatro grandes do Rio e em propriedades do Maracanã já manifestou sua retirada.

E este é só o primeiro sinal para os clubes cariocas de uma crise que também atingirá outras praças.

Os dirigentes sabem disso e tentam construir, à toque de caixa, uma unidade que represente seus mínimos interesses.

É a única forma de evitar o caos eminente.

Separados desde a quebra do Clube dos 13, em 2011, eles tentam se organizar numa entidade de classe, por ora, chamada de Comissão Nacional de Clubes.

Estão à frente deste movimento os presidentes de Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, Bahia, Guilherme Bellintani, Fluminense, Mário Bittencourt, Grêmio, Romildo Bolzan, e Palmeiras, Maurício Galiotte – na suplência estão Samir Namur, presidente do Coritiba, e Milton Bivar, presidente do Sport.

E o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, por ser advogado trabalhista, foi o escolhido para conduzir a discussão envolvendo os contratos dos jogadores.

Pacto pela redução de 25% a 50% dos salários no período de inatividade, ou férias coletivas com 1/3 do adicional de férias sendo pago até dezembro?

Ou seja: a maioria dos clubes não tem dinheiro em caixa.

E sem receitas não sabe como serão pagos os salários.

É algo tão angustiante quanto saber quando a bola poderá a rolar novamente.

E em que campeonato ou modelo disputa.

Se o tema incomoda quem já paga salários e promissórias em dia, imagina quem vive com as obrigações em atraso…

CRÉDITO

Foto: Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, será o responsável por negociar com a Fenapaf, Sindicato Nacional dos Jogadores / Ronald Lincoln

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