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Investigação à invasão ao Capitólio dos EUA mostra falhas das agências federais

Investigação à invasão ao Capitólio dos EUA mostra falhas das agências federais
JN/Agências Hoje às 00:35 A investigação do Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) à invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, revelou falhas dos serviços de inteligência e das forças de segurança, que conduziram à tentativa de insurreição. A investigação que está a ser feita pelo Senado encontrou sinais de que apoiantes do antigo presidente dos…

A investigação do Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) à invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, revelou falhas dos serviços de inteligência e das forças de segurança, que conduziram à tentativa de insurreição.

A investigação que está a ser feita pelo Senado encontrou sinais de que apoiantes do antigo presidente dos Estados Unidos Donald Trump e até elementos de grupos associados à extrema-direita estavam a planear “invadir o Capitólio” com armas de fogo e, possivelmente, infiltrar-se no sistema de túneis por baixo do edifício.

Apesar dos avisos, os serviços de inteligência norte-americanos não consideraram as ameaças uma prioridade.

O resultado foi caótico. O relatório divulgado na terça-feira pelo Senado detalha como os agentes que estavam na linha da frente sofreram queimaduras químicas, lesões cerebrais e fraturas, assim como outras lesões, enquanto tentavam impedir os apoiantes do republicano Trump de invadir o Capitólio.

Os agentes disseram aos investigadores do Senado que se sentiram sem liderança ou ordens específicas sobre como agir enquanto os populares entravam no edifício.

O relatório vai mais longe e aponta à inteligência norte-americana uma falha em consonância com o que aconteceu há 20 anos, durante os atentados de 11 de setembro de 2001: falta de imaginação para equacionar cenários que se podem tornar realidade.

Nas conclusões, é proposta a alteração imediata das chefias das forças de segurança no Capitólio, melhor planeamento e equipamentos para os agentes e a recolha mais eficaz de informação por parte das agências federais.

Em 20 de janeiro, enquanto o Congresso validava a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro de 2020, o então chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, organizou um comício no qual pediu aos milhares de apoiantes para “reclamarem o poder” e “reclamarem o país”.

Seguiu-se uma tentativa de impedir a confirmação da vitória de Biden, que foi interrompida, mas, mais tarde, retomada, com milhares de pessoas a invadirem o Capitólio, a agredirem os agentes da polícia que estavam no local e a vandalizarem os gabinetes de vários congressistas, nomeadamente da democrata Nancy Pelosi.

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