LIBERTADORES

[Imortais do Futebol] Há 60 anos, o Peñarol se consagrava como o primeiro campeão da Libertadores

[Imortais do Futebol] Há 60 anos, o Peñarol se consagrava como o primeiro campeão da Libertadores
*Por Guilherme Diniz Texto originalmente publicado no Imortais do Futebol e cedido à Trivela. Acompanhe o site, também no Facebook e agora no Instagram. Grandes feitos: Campeão Mundial Interclubes (1961), Bicampeão da Copa Libertadores da América (1960 e 1961) e Tricampeão Uruguaio (1960, 1961 e 1962). Foi o primeiro clube a vencer a Copa Libertadores da América na história e o primeiro…

*Por Guilherme Diniz

Texto originalmente publicado no Imortais do Futebol e cedido à Trivela. Acompanhe o site, também no Facebook e agora no Instagram.

Grandes feitos: Campeão Mundial Interclubes (1961), Bicampeão da Copa Libertadores da América (1960 e 1961) e Tricampeão Uruguaio (1960, 1961 e 1962). Foi o primeiro clube a vencer a Copa Libertadores da América na história e o primeiro clube sul-americano campeão do Mundial Interclubes.

Time-base: Luis Maidana; Willian Martinez, Núber Cano (Salvador), Edgardo González (Roberto Matosas) e Néstor Gonçalves ; Walter Aguerre e Luis Cubilla (Omar Caetano); Ernesto Ledesma (Carlos Linazza), José Sasía (Juan Hohberg / Pedro Rocha), Alberto Spencer e Juan Joya (Carlos Borges). Técnico: Roberto Scarone.

“Os Primeiros Reis da América”

Antes do Santos de Pelé dar as cartas no Brasil, na América e no mundo, outra equipe talentosa e cheia de magia dominou o cenário sul-americano no futebol: o Peñarol. O clube aurinegro venceu os principais torneios da época em três anos e começou a mostrar toda a mística da camisa negra e dourada. Em um misto de raça, técnica e ousadia, os carboneros venceram as duas primeiras Copas Libertadores da história, em 1960 e 1961, o Mundial de 1961 e três campeonatos nacionais consecutivos. O time bem que tentou o tricampeonato continental, em 1962, mas sucumbiu diante do Santos. Mas os feitos que aquele esquadrão de Cubilla, Martínez, Joya, Sasía, Pedro Rocha e Spencer tinham protagonizado antes já estavam marcados para sempre na história. É hora de relembrar os feitos do “Campeón del Siglo”.

Soberano no Uruguai

Antes de 1960, o Peñarol já dominava o cenário nacional ao conquistar os campeonatos uruguaios de 1958 e 1959. O time apresentava ótimos jogadores como o goleiro Maidana, os defensores Martínez e Néstor Gonçalves, os meio campistas Cubilla e Aguerre e os atacantes Spencer e Carlos Borges. Sem rivais à altura, a equipe se sentia reclusa por não poder mostrar toda a sua habilidade pelo continente. Até que, em 1960, a história mudaria para sempre.

O nascimento da Libertadores

Em março de 1959, durante o 30º Congresso da Conmebol (Confederação Sul-americana de Futebol), os dirigentes do continente deram sinal positivo para a ideia apresentada por Chile e Brasil para a criação de um campeonato de clubes campeões envolvendo diversos países. O primeiro esboço de um torneio nesses moldes ocorreu no longínquo ano de 1948, quando dirigentes do Colo-Colo conseguiram reunir os grandes campeões de vários países da América do Sul de 1947 para um torneio continental, que foi vencido pelo Vasco. Porém, a ideia ficou restrita àquela edição, e somente uma década depois o assunto voltou à tona.

Depois de muita discussão, apontamentos e organização da estrutura do torneio, foi criada em definitivo no ano de 1960 a Copa dos Clubes Campeões da América – em moldes parecidos ao torneio europeu homônimo, surgido em 1955, e cujo troféu, batizado desde já como Libertadores da América, homenageava os heróis independentistas do continente. Seis times participavam: San Lorenzo (ARG), Jorge Wilstermann (BOL), Bahia (BRA), Universidad de Chile (CHI), Millonarios (COL), Olimpia (PAR) e Peñarol (URU). O primeiro jogo ocorreu em abril, com o campeão uruguaio Peñarol goleando o Jorge Wilstermann (BOL) por 7 a 1. O time aurinegro começava ali a escrever a história do torneio, bem como a sua própria.

Caminhando rumo ao topo

O Peñarol partiu em busca do título inédito como grande favorito. Depois da goleada por 7 a 1 e do empate em 1 a 1 contra os bolivianos, o time avançou até as semifinais. No duelo contra os argentinos do San Lorenzo, após dois empates em 1 a 1 e 0 a 0, foi necessário um terceiro jogo. A princípio, deveria acontecer em campo neutro, mas o San Lorenzo aceitou jogar de novo no Centenário para dividir a renda das bilheterias e reduzir os custos de viagem. Com maioria nas arquibancadas outra vez, os aurinegros avançaram com a vitória por 2 a 1.

A final foi contra o Olimpia, do Paraguai. No primeiro jogo, em Montevidéu, o goleador Spencer fez o único gol da partida. Na volta, no Paraguai, o empate em 1 a 1 (com gol de Cubilla marcado no finalzinho) garantiu o primeiro título continental do clube uruguaio, bem como o privilégio de ser o primeiro campeão da competição. O título coroou uma equipe que não tinha rivais em seu país (em 1960 foi conquistado o tricampeonato nacional) e que precisava de um torneio do porte de uma Libertadores para provar o seu valor.

O primeiro Mundial

Como campeão da América, o Peñarol disputou a primeira edição do Mundial Interclubes, criado também em 1960. O torneio reunia o campeão da Copa dos Campeões da Europa (Real Madrid) e o campeão da Libertadores (Peñarol), que iriam decidir em dois jogos o título de melhor equipe do mundo. O embate entre uruguaios e espanhóis colocou um time em franca ascensão (Peñarol) contra uma equipe já consagrada como uma das maiores da história e na época pentacampeã europeia (Real Madrid).

No primeiro jogo, no Uruguai, o Real Madrid segurou o empate em 0 a 0. Na volta, em Madri, Puskás, Di Stéfano, Gento e companhia deram um baile nos aurinegros: 5 a 1, resultado que garantiu aos merengues o primeiro título do torneio na história. Aquela foi a coroação de um esquadrão que dominou a Europa por mais de cinco anos. Para o Peñarol, foi um aprendizado para torná-lo ainda mais vencedor.

Novo caneco da América

Em 1961, o Peñarol queria repetir os feitos do ano anterior, mas de preferência com o inédito Mundial na bagagem. O time venceu novamente o Campeonato Uruguaio, o quarto consecutivo, com apenas uma derrota em 18 partidas. Na Libertadores, dessa vez com mais equipes, o então campeão passou pelo Universitario (PER) após vencer o primeiro jogo, em casa, por 5 a 0 e perder por apenas 2 a 0 a partida de volta. Na semifinal, novo encontro contra o Olimpia (PAR), porém, mais fácil: duas vitórias, por 3 a 1 e 2 a 1.

Na final, o time enfrentou o Palmeiras de Djalma Santos, Geraldo, Julinho Botelho, Chinesinho e do técnico Osvaldo Brandão. No primeiro duelo, no Uruguai, o time da casa venceu por 1 a 0, gol de Spencer. Na volta, no Pacaembu, empate em 1 a 1, que garantiu o segundo título consecutivo da Libertadores para o Peñarol.

O troféu simbolizava a hegemonia do clube no continente, e a coroação de uma equipe incrível, que tinha no esquema 4-2-4 / 4-4-2 o alicerce para construir vitórias incontestáveis, quase sempre com muitos gols. Joya, Sasía e Spencer foram os destaques do ataque do time, marcando, cada um, três gols nos seis jogos disputados pelo time aurinegro. Com mais uma Libertadores em mãos, era hora de tentar o título mundial, que escapara no ano anterior.

Mundo aurinegro

Já experiente pelo ano anterior, o Peñarol enfrentou o perigoso Benfica de Eusébio, primeiro campeão europeu depois dos absurdos cinco títulos do Real Madrid, na final do Mundial Interclubes. A grande diferença da disputa de 1961 para a de 1960 foi que o clube uruguaio iria decidir em casa o título. O primeiro jogo, no Estádio da Luz, em Lisboa, teve vitória portuguesa por 1 a 0. Na volta, no Centenário, o Peñarol se inflou, mostrou o extremo de sua eficiência e massacrou os europeus: 5 a 0, gols de Sasía, Joya (2) e Spencer (2).

Com uma vitória para cada lado, foi necessária uma terceira partida, também no Uruguai. Empolgado com a goleada de dois dias antes, o Peñarol voltou a vencer, por 2 a 1, com dois gols de Sasía, e conquistou pela primeira vez em sua história o título de campeão mundial de futebol. Era o topo que o clube buscava há anos, e a redenção pela perda do título no ano anterior. Quem poderia peitar o timaço de Maidana, Martínez, Aguerre, Sasía, Spencer e Joya?

O pentacampeonato uruguaio

Dono do mundo, o Peñarol começou 1962 em seu auge. O time era o mais temido da América e conhecido por todos. O esquadrão aurinegro fechou seu período de conquistas nacionais com o pentacampeonato uruguaio, com Spencer como artilheiro pela segunda vez seguida (16 gols). A torcida não se cansava de comemorar, ainda mais com a titularidade de novas joias como Caetano e Pedro Rocha (que seria ídolo no São Paulo anos mais tarde). Mas os uruguaios queriam mesmo era o tri da Libertadores.

Tinha um Pelé no meio do caminho…

Como então campeão, o Peñarol pôde entrar direto nas semifinais da Libertadores de 1962. Mas o time teve de enfrentar logo de cara seu maior rival, o Nacional (URU). Na primeira partida, vitória dos tricolores uruguaios por 2 a 1. No jogo seguinte, vitória do Peñarol por 3 a 1. Uma nova partida teve de ser marcada, com empate em 1 a 1, resultado que classificou o time aurinegro para sua terceira final consecutiva de Libertadores por ter feito o melhor saldo.

O adversário seria o Santos, que se notabilizava no Brasil por suas apresentações mágicas. Os uruguaios sentiram a força do time brasileiro logo na primeira partida, no Uruguai, que teve vitória do Peixe por 2 a 1, gols de Coutinho (2), com Spencer marcando para o Peñarol. Na volta, em um jogo extremamente tumultuado, com paralisações e objetos atirados em campo, o Peñarol resistiu e venceu o Santos em plena Vila Belmiro por 3 a 2, com show de Spencer, que marcou dois gols.

O jogo decisivo ficou para a Argentina, no estádio Monumental de Núñez. Porém, se o equilíbrio entre Santos e Peñarol foi evidente nas duas primeiras partidas, o mesmo não se viu nesse último duelo. O motivo? Pelé retornou ao time brasileiro após sua ausência nos dois primeiros encontros. E, claro, a presença do Rei do futebol foi decisiva e desequilibrou totalmente o embate. Ele marcou dois gols na vitória do Santos por 3 a 0, que colocou fim à hegemonia do Peñarol na competição. Aquela derrota seria um marco negativo para o clube, que só voltaria a brilhar na Libertadores em 1966.

Fim de uma era, início de outra

A derrota na Libertadores decretou o fim de um esquadrão fantástico, que exibiu seu futebol para o Uruguai, para a América e para o mundo. As conquistas épicas do Peñarol no período são lembradas até hoje pelos torcedores, que acham aquele time o melhor da história centenária do clube. Porém, o escrete carbonero manteve sua faceta vencedora nos anos seguintes vencendo torneios nacionais. Novos jogadores surgiram e levaram o clube ao ápice novamente em 1966, em outra história já relembrada aqui. Porém, o brilho que o esquadrão bicampeão da América e pentacampeão uruguaio teve foi incomparável. E eterno.

Os personagens:

Luis Maidana: ficou conhecido como “homem gato” pelos uruguaios por sua elasticidade e velocidade no gol. Foi um símbolo da geração gloriosa do clube e referência na posição por muitos anos. Disputou a Copa de 1962 pelo Uruguai.

Willian Martínez: veteraníssimo do Peñarol, o capitão Martínez cansou de erguer troféus pelo clube aurinegro – foram 16 conquistas de 1955 até 1962, sendo os torneios continentais, o mundial e os cinco títulos nacionais os mais importantes. Disputou 54 partidas pela seleção uruguaia, e esteve no time campeão mundial em 1950. É uma das maiores lendas do futebol do Uruguai e um dos maiores defensores do país.

Núber Cano: esteve presente nas principais conquistas do time uruguaio, a partir de 1961. Defensor muito raçudo e identificado com o time.

Salvador: O primeiro brasileiro a se consagrar campeão da Libertadores. Nascido em Porto Alegre, conquistou muitos títulos com o Internacional e se transferiu ao Peñarol em 1955, visto como substituto de Obdulio Varela. Começaria na cabeça de área, mas acabaria recuado à zaga. Era um dos mais tarimbados do elenco em 1960, saindo pouco depois, vendido ao River Plate.

Néstor Gonçalves: ainda não era titular absoluto no início dos anos 1960, mas disputou as finais contra o Olimpia. Defensor muito talentoso, foi um dos maiores ídolos da história do clube e grande nome do título continental de 1966. Herdaria a braçadeira de capitão.

Edgardo González: brilhou de 1961 até 1965 no Peñarol. Ótimo como zagueiro ou lateral esquerdo, González integrou a seleção uruguaia na Copa de 1962, no Chile.

Roberto Matosas: outro exímio defensor do Peñarol multicampeão. Esteve na Copa de 1970 e ajudou o Uruguai a chegar até as semifinais. Muito identificado com o time aurinegro, bem como o River Plate, da Argentina.

Walter Aguerre: segurava as broncas no meio de campo do Peñarol da década de 60. Esteve presente nos principais títulos do clube no período.

Luis Cubilla: foi um dos maiores meias do futebol uruguaio na história. Extremamente provocador e talentoso, Cubilla era o terror para os adversários, e ficou conhecido como “El Negro”. De 1957 até 1962 colecionou títulos pelo Peñarol e foi ídolo do clube. Foi um dos poucos a brilhar, também com sucesso, pelo rival Nacional. Disputou 38 partidas pela seleção uruguaia e marcou 11 gols. Foi o herói do primeiro título da Libertadores do Peñarol, quando marcou o gol do título nos minutos finais da partida contra o Olimpia. Seria também um técnico vitorioso no torneio – curiosamente, à frente do próprio Olimpia.

Omar Caetano: meia de extrema habilidade e liderança, Caetano brilhou no Peñarol de 1961 até 1975, onde colecionou muitos e muitos títulos, entre eles duas Libertadores, dois Mundiais Interclubes e oito Campeonatos Uruguaios. Jogou duas Copas do Mundo pelo Uruguai (1966 e 1970) e foi um símbolo do clube.

Ernesto Ledesma: revelado pelo Peñarol em 1950, Ledesma deixou o clube em 1954, passou por Universidad de Chile e Portuguesa, até voltar em 1961 a tempo de conquistar uma Libertadores, um Mundial e um Campeonato Uruguaio. Teve papel importante nas conquistas com sua habilidade no ataque.

Juan Joya: foi um dos maiores atacantes da história do Peru e também um dos maiores do Peñarol. Jogou de 1961 a 1969 no clube uruguaio, onde conquistou 11 títulos. Marcou gols importantes em decisões, como os dois na final do Mundial de 1961, o primeiro vencido pelo Peñarol. Fez uma dupla maravilhosa com Spencer no ataque do Peñarol, que virou até música!

Pedro Rocha: prodígio, Pedro Rocha despontou em definitivo como titular do Peñarol em 1962, justo no ano em que o clube perdeu a chance de ser tricampeão continental. Porém, esteve presente em todas as conquistas até 1970. Meia-atacante com muita habilidade, técnica, força e precisão nos passes, além de ser goleador, Rocha foi um dos maiores futebolistas da história do Uruguai e também do futebol mundial. Depois de colecionar títulos no clube aurinegro, foi ser ídolo no São Paulo, onde conquistou dois Campeonatos Paulistas e um Brasileiro. Disputou quatro Copas do Mundo consecutivas, de 1962 a 1974. Leia mais sobre ele clicando aqui.

Alberto Spencer: um dos maiores ídolos da história do Peñarol, Spencer foi o maior atacante da história do Equador. É lembrado até hoje por ser o dono do recorde de maior artilheiro da história da Copa Libertadores, com 54 gols. Era perito em marcar gols de cabeça, tanto é que ganhou o apelido de “Cabeza Mágica”. Spencer foi artilheiro do Campeonato Uruguaio quatro vezes e da Libertadores outras três. Venceu 12 títulos com o Peñarol e é um mito do esporte. Leia mais sobre ele clicando aqui.

Carlos Borges: coadjuvante perto de Spencer no ataque, Borges está marcado para sempre na história como o autor do primeiro gol da Copa Libertadores, em 1960. Mas o jogador uruguaio era bom de bola e foi peça importante no time, principalmente nas conquistas nacionais e na Libertadores de 1960.

Carlos Linazza: Argentino, Linazza chegou ao Peñarol no mesmo momento que Spencer, trazido do futebol peruano. O ponta defendeu o clube apenas em 1960, mas foi titular nas principais conquistas do período, antes de se transferir ao futebol chileno.

Juan Hohberg: Veterano do esquadrão do Peñarol que formou a base da seleção na Copa de 1950, o centroavante também foi herói da Celeste no Mundial de 1954, quando ficou em campo mesmo depois de sofrer um ataque cardíaco na semifinal contra a Hungria. Defendeu as cores aurinegras (em período intermitente) de 1948 a 1960 e já estava em fim de carreira quando a era vitoriosa se iniciava além das fronteiras. Mesmo assim, foi o titular em ambos os duelos contra o Real Madrid. Conquistou sete títulos do Campeonato Uruguaio e foi duas vezes artilheiro da competição.

José Sasía: o uruguaio jogou de 1961 até 1964 no clube aurinegro, onde conquistou três campeonatos nacionais, uma Copa Libertadores e um Mundial. Oportunista, Sasía marcou gols decisivos, como na final da Libertadores de 1961, contra o Palmeiras. Fez uma ótima dupla com Spencer.

Roberto Scarone (Técnico): chegou ao Peñarol em 1959 e foi logo conquistando o Campeonato Uruguaio. No ano seguinte, começou a fazer um trabalho fenomenal e tornou o time de Montevidéu o maior da América e do Mundo por muitos anos. Adepto do 4-2-4 e também do 4-4-2, seu time era extremamente eficiente no ataque e coeso no meio campo e defesa. Venceu 7 títulos com o clube, até deixar o Carbonero em 1962 para assumir a comissão técnica da seleção uruguaia na Copa de 1962 e fazer carreira em times do México, Peru e Argentina.

*Sobre o autor

Guilherme Diniz é jornalista desde 2009 e decidiu criar o Imortais do Futebol em 2012, ao perceber que não existia em nenhum lugar informações detalhadas sobre times, seleções e craques sem ser em revistas esporádicas (e incompletas), textos dispersos na wikipedia ou em sites diversos. Com isso, ele criou o blog e foi alimentando-o dia após dia até transformar um hobby em um árduo trabalho que chegou a mais de 370 textos em apenas dois anos. Desde então, são mais de 540 textos que já viraram fonte de pesquisas, artigos e até temas de palestras de técnicos e professores. Além disso, o Imortais já cedeu alguns de seus textos para a ONG Worldreader e auxiliou vários verbetes da Wikipedia como fonte. O Imortais também possui perfis no Facebookno Instagram e no Twitter.

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