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Biden vence no Twitter e no Tik Tok, Trump lidera no Facebook, YouTube é um “swing state”

Biden vence no Twitter e no Tik Tok, Trump lidera no Facebook, YouTube é um “swing state”
As redes sociais enraízaram-se em todos os campos das nossas vidas e entraram mesmo no território político. As comunidades que agregam são muito superiores à população dos EUA e podem ser decisivas para o futuro do país. Todos estão cientes da preponderância destas plataformas para validar ideias e valores, especialmente os candidatos, cada vez mais…

As redes sociais enraízaram-se em todos os campos das nossas vidas e entraram mesmo no território político. As comunidades que agregam são muito superiores à população dos EUA e podem ser decisivas para o futuro do país. Todos estão cientes da preponderância destas plataformas para validar ideias e valores, especialmente os candidatos, cada vez mais trendy e com milhões de seguidores.

Mas a atividade e os posts dos utilizadores podem ser indicativos do sentido de voto? Donald Trump ou Joe Biden? A quatro dias de os norte-americanos colocarem o boletim nas urnas, para onde pendem os likes, os comentários e as partilhas?

Foi essa a premissa para uma sondagem, realizada pelo Insider, que demonstra quem é o candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos mais popular em cada uma das quatro maiores redes sociais.

Em traços gerais, Joe Biden lidera no Twitter e no Tik Tok. Os internautas que usam o Twitter pelo menos diariamente têm uma probabilidade 20% superior de votar no democrata em relação à totalidade dos inquiridos. Também o público do Tik Tok, maioritariamente mais jovem, parece estar ao lado do candidato democrata.

Inclinação contrária verifica-se no Facebook, onde Donald Trump tem vantagem. Os utilizadores da rede social criada por Mark Zuckerberg, a maior do mundo com 2,7 mil milhões de usuários, são 10% mais propensos a reeleger o republicano, quando analisados aqueles que postam ou partilham links no Facebook com uma frequência de uma vez por semana.

Também é possível aferir a afinidade política usando como barómetro o comportamento dos utilizadores. Os mais interventivos, tanto nas publicações como nos comentários, estão mais alinhados com Trump, enquanto aqueles mais passivos, que simplesmente navegam no feed, dão vantagem a Biden.

Esta tendência é particularmente visível no YouTube, que pode ser comparado a um “swing state”, onde o apoio aos candidatos é mais volátil e pode cair para qualquer um dos lados.

Dentro do universo de dois mil milhões de pessoas registadas na plataforma de vídeo, aqueles que deixam comentários têm mais 3% de probabilidades de pôr a cruzinha em Trump. Já os inscritos que apenas navegam no YouTube diariamente apresentam mais 7% de chances de materializar a preferência por Joe Biden em votos no democrata

A pesquisa, realizada entre 8 de agosto e 12 de outubro, analisou o comportamento nas redes sociais de 10.077 utilizadores destas quatro redes sociais, dos quais 8.321 manifestam que provavelmente vão votar nas eleições presidenciais da próxima terça-feira.

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